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Centro de Correção da Visão - Instituto Reynaldo Rezende
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Patologia / Glaucoma

 

O que é Glaucoma?
Existe Cura?
Sintomas
Tipos de Glaucoma
Glaucoma primário de ângulo aberto
Glaucoma de ângulo fechado
Glaucoma secundário
     -Glaucoma Pigmentar
     -Glaucoma Traumático
     -Glaucoma Neovascular
     -Outros
Exames diagnósticos
Testes Principais
Tonometria
Oftalmoscopia
Perimetria
Gonioscopia
Imagem computadorizada do nervo óptico e camada de fibras nervosas
Quais os fatores de Risco?
Tratando o Glaucoma
Fatos sobre o Glaucoma
Web Sites


O que é Glaucoma?
Glaucoma é uma doença causada por múltiplos fatores e que vai gradualmente roubando a visão sem qualquer aviso e freqüentemente sem nenhum sintoma. A perda da visão é causada pela lesão continuada ao nervo óptico. Esse nervo funciona como um cabo de TV com mais de 1.000.000 de fios, e é responsável por levar as imagens que o olho vê para o cérebro.
Antigamente pensava-se que a pressão intra-ocular (PIO) elevada era a única causa da lesão ao nervo óptico. Hoje sabemos que apesar da pressão do olho ser o principal fator de risco, existem outros fatores envolvidos, já que até mesmo pessoas com PIO consideradas normais podem apresentar perda de visão pelo glaucoma.

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Existe Cura?
Atualmente, não existe cura para o glaucoma. Assim como a diabetes e a hipertensão arterial, o glaucoma é uma doença crônica que deve ser tratada a vida toda. Com o tratamento contínuo, a progressão da lesão ao nervo óptico pelo glaucoma é suspensa, e dizemos que o glaucoma está controlado.
Nos últimos anos muita coisa está acontecendo no campo de pesquisa do glaucoma que nos torna esperançosos a respeito de novos tratamentos, neuroproteção e neuroregeneração.

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Sintomas
Na maior parte dos casos (glaucoma de ângulo aberto) a elevação da pressão intra-ocular é gradual e o paciente não tem sintomas até que grande parte do nervo e do campo de visão estejam comprometidos. Em glaucomas agudos, o paciente pode experimentar dor ocular intensa, visão borrada, dor de cabeça, náuseas e até vômitos. Essa é uma emergência ocular e o paciente deve procurar auxílio médico o mais rápido possível.

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Visão Normal A mesma cena vista por uma
pessoa com glaucoma moderado


O Glaucoma em estágio
avançado pode ser muito
destrutivo para a sua visão


Tipos de Glaucoma
Os dois principais tipos de glaucoma são o glaucoma primário de ângulo aberto, ou GPAA, e o glaucoma de ângulo fechado.

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Glaucoma primário de ângulo aberto
Essa é a forma mais comum de glaucoma, afetando de 1,8 a 3 milhões de brasileiros. Acontece quando o canal de drenagem do olho torna-se entupido com o passar do tempo. O olho está continuamente produzindo um fluido que o preenche, o humor aquoso. Quando a produção do fluido é maior do que a sua drenagem, a pressão intra-ocular se eleva da mesma forma como uma pia com o ralo entupido e a torneira aberta se enche de água. Na pia, a água pode transbordar, mas no olho a pressão aumenta e passa a comprimir as estruturas do olho, danificando o nervo óptico.
A maioria das pessoas com GPAA não tem sintomas, e se um exame preventivo não for realizado pelo oftalmologista, a doença passa despercebida, desenvolvendo-se lentamente e causando perda progressiva e silenciosa da visão por muitos anos. É uma doença que responde bem ao tratamento, especialmente se for diagnosticada precocemente e controlada.

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Glaucoma de ângulo fechado
Esse tipo de glaucoma é também conhecido como glaucoma agudo ou glaucoma de ângulo estreito. É mais raro e muito diferente do GPAA, pois a pressão intra-ocular sobe rapidamente a níveis bastante elevados. Ocorre quando o canal de drenagem do olho torna-se subitamente totalmente obstruído, como quando colocamos uma tampa no ralo da pia. No glaucoma de ângulo fechado o ângulo formado entre a íris e a córnea, onde fica a entrada do canal de drenagem do olho, não é tão amplo como deveria ser. O seu oftalmologista pode realizar um teste simples para examinar o ângulo dos seus olhos e verificar se este é normal e amplo ou anormal e estreito. O tratamento do glaucoma de ângulo fechado geralmente envolve laser ou cirurgia para desobstruir parte do canal de drenagem, permitindo que o excesso de fluido seja drenado corretamente. O tratamento é na maior parte dos casos bem sucedido e definitivo, mas o paciente deve continuar a ser acompanhado regularmente. O glaucoma de ângulo fechado pode manifestar-se com forte dor de cabeça, dor ocular, enjôos, halos e arco-íris ao redor de luzes, e visão borrada. É uma situação de emergência ocular, e o seu oftalmologista deve ser contactado imediatamente.

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Glaucoma secundário
O glaucoma pode ocorrer como o resultado ou seqüela de um trauma ocular, inflamação, tumor ou em casos avançados de catarata e diabetes. Também pode ser causado pelo uso de certos medicamentos como corticóides (cortisona). Os glaucomas secundários podem ser leves ou severos, e o tipo de tratamento depende se são do tipo ângulo aberto ou fechado.

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     - Glaucoma Pigmentar
É uma forma de glaucoma secundário de ângulo aberto. Ocorre quando os grânulos de pigmento da parte de trás da íris (a parte colorida do olho) passam a se soltar e a se dispersar no líquido intra-ocular. Esses pequenos grânulos de pigmento são retidos no filtro do canal de drenagem do olho, e com o tempo passam a dificultar a passagem do fluido e provocar o aumento da pressão intra-ocular. O tratamento pode ser feito com medicamentos, laser, ou cirurgia.

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     - Glaucoma Traumático
É uma forma de glaucoma secundário de ângulo aberto causado por um trauma ao globo ocular. Pode ocorrer imediatamente após o trauma ou pode manifestar-se anos depois. Condições como alta miopia, traumas anteriores, infecções ou cirurgias oculares prévias tornam o olho mais suscetível à lesões mais graves no caso de um trauma ocular.

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     - Glaucoma Neovascular
É uma forma de glaucoma secundário de ângulo aberto causado pelo crescimento anormal de vasos sanguíneos na íris e sobre o canal de drenagem do olho. Esse tipo de glaucoma nunca acontece por conta própria e está sempre associado à outras doenças, mais freqüentemente à diabetes. Os novos vasos sanguíneos não deixam que o fluido saia do olho, provocando aumento da pressão intra-ocular. É tipo de glaucoma de tratamento muito difícil.

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     - Outros
Existem ainda outros tipos de glaucoma mais raros, como por exemplo os causados pela má-formação do canal de drenagem do olho, ou pela exfoliação da cápsula do cristalino. Através de um exame minucioso do seu olho, seu oftalmologista é capaz de verificar a ocorrência dessas alterações no seu olho.

Exames diagnósticos
O diagnóstico precoce, através de exames completos e regulares, é a chave para proteger a sua visão do dano causado pelo glaucoma.

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Testes Principais
O check-up regular para glaucoma inclui testes de rotina, como a tonometria (medida da pressão) e a oftalmoscopia (fundo de olho), e testes específicos, realizados quando existe a suspeita de glaucoma, como a gonioscopia, a perimetria (campo visual), a análise da camada de fibras Nervosas GDx e a tomografia de nervo óptico - OCT. Paquimetria e fotografia do nervo óptico também são importantes para o diagnóstico e para o acompanhamento do glaucoma.
Ë muito importante ter seus olhos examinados regularmente para excluir a possibilidade de glaucoma. Esses testes devem idealmente ser realizados aos 35 e 40 anos, sendo repetido a cada 2 anos até os 60 anos, e então, anualmente. As pessoas que tem algum fator de risco, devem ser examinadas a cada 1 ou 2 anos a partir dos 35 anos.

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Tonometria
A tonometria mede a pressão intra-ocular. Para realizar o exame, geralmente é utilizado um colírio anestésico e um corante. O médico então utiliza um aparelho especial que mede a pressão do olho.

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Oftalmoscopia
A oftalmoscopia é o exame que permite a visualização das estruturas de dentro do olho, principalmente o nervo óptico. Em uma sala com baixa luminosidade, o médico utiliza um oftalmoscópio ou uma lente de aumento especial para examinar o aspecto e a cor do nervo óptico.

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Perimetria
O teste de perimetria é também chamado campimetria ou campo visual. Durante este teste você precisa olhar em frente e indicar apertando um botão todas as vezes que vir uma luz no seu campo de visão. Esse teste permite que seja feito um mapa da sua visão.

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Gonioscopia
Este é um teste indolor que avalia se o ângulo onde a íris e a córnea se encontram no interior do olho está amplo ou estreito, mostrando se o glaucoma é de ângulo aberto ou fechado.

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Imagem computadorizada do nervo óptico e camada de fibras nervosas
Existem algumas formas de se obter uma imagem digital do nervo óptico. O GDx (Scanning Laser Polarimetry), por exemplo, utiliza um feixe de laser para fazer uma varredura do fundo de olho permitindo também a medida da espessura da camada de fibras nervosas ao redor do nervo óptico.

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Camada de Fibras Nervosas
(CFN) saudável
Lesão moderada da CFN Dano severo à CFN

Saiba mais sobre o GDx aqui

O OCT (Optical Coherence Tomograph) é o aparelho mais moderno no mercado para análise da retina e nervo óptico, permitindo a visualização das camadas retinianas como num corte histológico, no que chamamos biópsia óptica. Também é importante para o estudo do nervo óptico e quantificação da camada de fibras nervosas.



Saiba mais sobre o OCT aqui

Quais os fatores de Risco?
Todo mundo pode desenvolver glaucoma, no entanto, alguns grupos apresentam maior risco do que outros. Somente a pressão intra-ocular elevada não quer dizer que você tem glaucoma. O seu oftalmologista leva em conta múltiplos fatores para determinar o seu risco de desenvolver a doença. Os fatores de risco mais importantes são:

- Idade: pessoas com mais de 60 anos tem 6 vezes mais chances de desenvolver glaucoma do que os mais jovens.
- Miopia.
- Raça negra: a cegueira por glaucoma é 6-8 vezes mais comum em negros do que em brancos.
- Asiáticos e descendentes tem maior risco de apresentar glaucoma de ângulo fechado e de pressão normal.
- História familiar de glaucoma (aumenta em 4-9 vezes o seu risco de desenvolver glaucoma, comparado com quem não tem parentes com a doença).
- Uso de corticóides em forma de colírios ou sistemico, por períodos prolongados, está relacionado à hipertensão ocular e ao glaucoma de ângulo aberto.
- História de trauma ocular.
- Anemia severa.
- Enxaqueca Crônica.

Seu oftalmologista vai analisar o seu caso e decidir se você precisa de tratamento ou se deve apenas ser monitorado como suspeito de glaucoma. Isso quer dizer que o seu risco de desenvolver glaucoma é maior do que o normal, e você precisa fazer exames periódicos para detectar sinais precoces de dano ao nervo óptico. É recomendável que pessoas que apresentem estes fatores de risco sejam submetidas a um exame ocular completo a cada 1-2 anos.

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Tratando o Glaucoma
Não existe cura definitiva para o glaucoma, e a lesão que já ocorreu no nervo óptico não pode ser revertida. O tratamento tem então por objetivo reduzir a pressão intra-ocular para que as fibras nervosas remanescentes consigam receber fluxo sanguíneo e de nutrientes adequados para que mantenham sua função, estacionando assim a progressão do glaucoma.

O glaucoma pode ser tratado com colírios, laser, cirurgia e, em alguns casos, todas essas opções. O seu oftalmologista é quem vai decidir qual é a melhor opção de tratamento no seu caso.

Colírios São a maneira mais freqüente de se tratar o glaucoma, e devem ser usados diariamente e de forma continuada. Em alguns casos necessitamos prescrever comprimidos por curtos períodos de tempo. Os colírios podem ser trocados de acordo com a resposta de cada paciente e com o tipo de glaucoma.
Laser (trabeculoplastia a laser) Realizada quando os colírios não são capazes de controlar sozinhos a pressão intra-ocular e a perda do campo de visão. Em muitos casos os colírios necessitam ser continuados mesmo após o laser. A trabeculoplastia é um procedimento realizado no consultório e não necessita anestesia local.
Cirurgia A cirurgia do glaucoma é geralmente indicada quando os colírios e a trabeculoplastia falharam em diminuir suficientemente a pressão intra-ocular e a deter a progressão da perda visual. Na cirurgia de trabeculectomia, um novo canal de drenagem para o fluido intra-ocular é criado. Outro tipo de cirurgia que pode ser indicado é o implante de uma válvula de drenagem, com o mesmo objetivo. Em glaucomas avançados ou complicados, pode ser indicado a realização de uma ciclofotocoagulação com um laser especial (Diodo) para diminuir a produção do fluido intra-ocular de maneira definitiva. (saiba mais sobre o laser diodo vermelho aqui).
O tratamento adequado e o acompanhamento criterioso pode salvar a visão que ainda não foi comprometida!

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Fatos sobre o Glaucoma
No mundo, aproximadamente 330 pessoas ficam cegas todos os dias por causa do glaucoma.
Glaucoma é a principal causa de cegueira prevenível e irreversível no Brasil.
O glaucoma é 6 a 8 vezes mais freqüente e mais agressivo na raça negra que na branca.
Os negros com glaucoma tem 14 a 17 vezes mais chance de ficarem cegos que os brancos com glaucoma na mesma faixa etária.
Estima-se que o total de casos suspeitos de glaucoma alcance 65 milhões no mundo (cerca de 2% da população global).
Estima-se que mais de 2 milhões de brasileiros tem glaucoma, mas menos da metade destas pessoas sabe disso.
Pessoas com mais de 60 anos, familiares de pessoas já diagnosticadas com a doença, diabéticos e indivíduos com alta miopia também fazem parte do grupo de maior risco de manifestar glaucoma.
A melhor forma de se proteger da perda de visão causada pelo glaucoma é fazer check-ups regulares no seu oftalmologista. Você não pode se tratar uma doença se você não souber que a tem.
A perda de visão causada pelo glaucoma é irreversível.
O glaucoma, geralmente, não tem sinais ou sintomas até que grande perda de visão já tenha ocorrido.
A maioria dos casos de glaucoma podem ser controlados através de medicamentos ou cirurgia.

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Web Sites
Prevent Blindness America
National Eye Health Program/National Institutes of Health
American Academy of Ophthalmology
Racial differences in the cause-specific prevalence of blindness in east Baltimore. N. Engl. J. Med. 1991 Nov 14; 325(20):1412-7
Quigley, "Number of people with glaucoma worldwide" 1996; (6) NEI, Report of the Glaucoma Panel, Fall 1998)

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